A Operação Lava Jato Chegou em Marília!
ago 2015 03

Em 23/01/2015 afirmei no meu Facebook que a Operação Lava Jato estava chegando em Marília. E perguntei como ela chegaria. Em 23/02/2015 disse que a investigação havia chegado na nossa cidade na forma de doação de uma pequena fortuna para um famoso político da cidade. A doação foi realizada por Alberto Youssef, o doleiro do Petrolão, Afirmei ainda que as revelações iam além e que a Lava Jato causaria danos financeiros para o erário público e, principalmente para a saúde da população e para os cofres das empresas marilienses, sobretudo para as exportadoras.

Em 31/03/2015 escrevi que “a Operação Lava Jato chegou em Marília por meio do pedido de recuperação judicial da OAS, a empresa responsável pela obra do esgoto”. E fiz uma séria de indagações: “Como anda a obra? É verdade que a OAS parou a obra? Se não, quando vai entregar? A população deveria ser esclarecida sobre essa questão pelo poder público para que seja tranquilizada sobre este assunto. Tipo assim, uma garantia: VOU ENTREGAR A OBRA ATÉ O FIM DO ANO!”. Nem Prefeito, nem secretários, muito menos presidente do DAEM tocaram no assunto. Apesar de terem a mídia toda a sua disposição, nenhuma palavra para tranquilizar a população sobre este assunto.

Em 08/06/2015, quase seis meses depois, “adiantando-se” a rumores de que em 05/06 a empreiteira OAS havia demitido seus funcionários e paralisado as obras do esgoto, a Prefeitura de Marília emitiu uma nota para o portal Visão Notícias, afirmando que a empresa não estava cumprindo o contrato, que as obras estavam atrasadas, que os recursos eram do PAC e os repasses não vinham sendo realizados. Ou seja, a Prefeitura de Marília não tinha culpa alguma, era mera vítima da OAS e do governo federal.

Entretanto, no mesmo dia, a OAS retrucou em nota oficial, sem lero-lero, que “as obras das bacias do Pombo e do Barbosa estão paralisadas devido ao atraso no repasse das verbas definidas por contrato para a realização dos serviços. A empresa está em busca da regularização e da equalização do caso com a Prefeitura Municipal de Marília, para a retomada dos trabalhos o mais rápido possível.” Fontes seguras de dentro do DAEM afirmam que a Prefeitura tinha os recursos, mas preferiu não pagar, sendo, portanto, responsável direta pela situação.

Para que isto? Quem ganha com esta situação? Quem trouxe a empresa para cá? Se teve propina no negócio, quem recebeu e quais os responsáveis para fiscalizar e averiguar? Quem manteve o negócio mesmo sabendo que seria prejudicial para a cidade e para o povo? Perguntas que esperam respostas dos responsáveis, ou seja, dos gestores públicos de antes e de agora, respectivamente Mario Bulgareli, Ticiano Tofoli e Vinicius Camarinha. Por acaso, todos eles políticos profissionais. Eu tenho apenas uma certeza: todos nós, população e empresas, só perdemos com a falta de esgoto tratado e água nas torneiras. Existe ganhador? Imagino que tenha, mas esta pergunta será respondida no próximo post.

Marcelo Fernandes 

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